Mission: Impossible || RP

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Mission: Impossible || RP

Mensagem por Alexander Wherloock em Qui Ago 06, 2015 6:24 pm

Dados da RP

PARTICIPANTES: Alexander e Heinz 
CLIMA: 26• 
DATA: 15 de setembro, tarde
RP FECHADA.
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Re: Mission: Impossible || RP

Mensagem por Alexander Wherloock em Qui Ago 06, 2015 7:05 pm

Ele tinha plena consciência de que não deveria estar na praça de Zurique, muito menos se disfarçando como um criminoso – não era um, não devia agir como tal --, mas situações desesperadoras exigiam medidas desesperadas, e Alex não conseguia encontrar outra forma de contatar Heinz sem que estivessem ambos disfarçados. Mandar mensagens já era arriscado, especialmente por saber que August estava apoiando a decisão do pai em manter a ameaça de guerra contra a Rússia. Não podia deixar que algo como aquilo acontecesse, ou seu casamento seria marcado tão logo piscasse, e ele realmente queria ter uma palavra quando o assunto era esse – era a sua vida, afinal de contas, e não via muitas mulheres ocupando o trono ao seu lado, se fosse completamente sincero. A que mais parecia se encaixar ali poderia não ser boa, aos olhos do pai, pelas relações internacionais entre a Suécia e a Inglaterra, e ele realmente não queria ver quem vossa Majestade estava disposto a obrigar que Alexander se casasse. Especialmente em seu leito de morte.

Negou lentamente. Estava decidido a não pensar nisso, tampouco na situação ridícula a que estava se expondo, enquanto caminhava por uma das ruas mais movimentadas de Zurique com um sobretudo escondendo o terno risca de giz. O combinado era encontrar o russo na praça principal, e dali em diante, irem a um café mais desolado, onde ninguém perguntaria o que estavam conversando, tampouco se estavam fazendo algo errado ou não. E o melhor, sem testemunhas que não pudessem ser subornadas, o que era ainda mais perigoso. Suspirou, ajeitando os óculos escuros enquanto pensava em tudo o que os trouxera àquela bagunça. Rússia e Inglaterra, uma contra a outra por motivos mais do que fúteis. Aparentemente, os países não conseguiam manter-se sem guerras entre si por muito tempo, e estava demorando para que algo como aquilo acontecesse, se fosse completamente sincero consigo mesmo.

Se ainda estivesse na Royals, talvez sua cabeça tivesse se formado de uma melhor forma, como um líder político, como um bom rei, aquele que escolheria a melhor opção para o seu povo, mas não o tinha feito. Largou tudo por vontade própria, largou Anastasia, Elizabeth e todos os seus amigos, tentando se tornar algo melhor do que era – o que não seria difícil, Alex era um verdadeiro merda quando mais jovem --, mas aquilo abriu seus olhos. Os soldados sofreriam; suas esposas sofreriam; os órfãos se multiplicariam e, no fim, mesmo que uma das potências ganhassem algo, teriam perdido muito mais do que uma guerra boba poderia trazer em troca.

Era óbvio, as indústrias belicistas iriam adorar aquilo tudo, mas não era só de indústria que um país sobrevivia. A população iria definhar. Tanto a inglesa, a russa e a do restante dos países que tivessem a ideia mesquinha de se embrenharem nessa disputa de egos. Respirou fundo, olhando ao redor e tentando captar alguém que o lembrasse minimamente do amigo. A maior parte das pessoas que passavam pela praça eram turistas, e ele percebeu, com algum arrependimento, que só estava chamando atenção daquele jeito. Simplesmente se desfez, então, de seu sobretudo – afinal, o calor estava começando a incomodá-lo, de qualquer forma, comprando uma jaqueta de couro em uma das lojas de marca e se desfazendo do terno tão logo teve a oportunidade.

Quando escutou a voz dele, entretanto, não conseguiu conter a revirada de olhos antes de se virar, quase esmagando as mãos de Heinz em um aperto de mão típico do esquadrão no qual eles se conheceram. Semper fidelis, Capitão Sverdlov.” Entoou o lema do esquadrão, fazendo uma continência desleixada para o amigo, levantando uma das sobrancelhas quando ele disse que deviam conversar em um lugar mais fechado, onde menos olhos estariam sobre eles. Assim que chegaram no tal lugar, Alexander se desfez dos óculos, massageando a ponte do nariz, os olhos semicerrados. “Eu estou ficando cansado de toda essa merda, cara.”



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Re: Mission: Impossible || RP

Mensagem por Heinz Sverdlov em Seg Ago 10, 2015 9:20 pm

Heinz sentiu que a qualquer momento sua cabeça ia explodir, mas é claro, estava bêbado a três dias consecutivos, ele tinha sorte de estar vivo, era o que diriam, mas ele era um russo, e não seria um pouco de destilados que iriam o derrubar. Suspirou e saiu do seu quarto, pegou a chave do seu carro e deu algumas batidinhas no capô do carro. – Também senti sua falta, Buria. – Depois de matar a saudade de seu carro, estava na hora de voltar a utilizar seu brinquedo.

Sabia que estava sendo monitorado, então não fez questão de avisar a ninguém para onde ele ia, provavelmente alguém já havia instalado um localizador no seu carro, esperava que esse. – Espero que o rastreador esteja anotando a velocidade também.- Sussurrou para si mesmo, ele era viciado em adrenalina, qualquer tipo, a qualquer hora, Heinz era uma pessoa que se divertia facilmente com coisas perigosas, ou rápidas, não foi atoa que acabou na aeronáutica, e na academia acabou ficando amigo de ninguém menos do que Alexander Wherloock, o que era bem cômico, visto que as duas potências estavam em um momento de tensão, era até engraçado, para o czar, ou melhor, para seu pai, essa amizade era uma afronta à nação. Bem, quando ele for rei, ninguém vai lhe dizer o que fazer.

E ele não iria sair por aí ameaçando nenhum país.

O que de acordo com o perfil do príncipe, era uma mentira.

Ele estacionou o carro e começou a andar pelas ruas antigas de Zurique, alguns turistas tiravam foto próximo às margens do rio, outros apenas gastavam o dinheiro nas lojas de luxo, e outros, como Heinz, apenas estavam fumando um cigarro, tranquilamente. Usava óculos escuros pois a luz do dia estava o matando, revirou os olhos para um casal que estava conversando próximo a ele, incapaz de lidar com o barulho, ele se afastou. Foi quando viu um rapaz conhecido, sorriu maliciosamente.

- Meu Deus, não acredito que estou vendo a princesa da Inglaterra! – Falou próximo dele, abaixou os olhos e riu, mas então colocou a mão na cabeça, franziu a testa e acenou, fazendo o comprimento deles. Deu alguns tapinhas no ombro do moreno, quando ele começou com o drama dele. – Você é um bebê chorão sabia? – Disse votando a pôr os óculos, sabia que Alex não gostava da forma como tratava assuntos sérios com mero sarcasmo, mas era uma coisa que ele desenvolveu na academia, ou acabaria maluco.

Eles entraram em um pub onde, graças a Deus, a iluminação era baixa. Apoiou a cabeça na mão e inclinou a cabeça para o amigo, em completo descaso com ele, deu um sorriso para o companheiro, o encorajando a soltar o que estava o incomodando. – Fale logo, homem, o que a maluca da Rainha do Gelo fez dessa vez? Ou dessa vez você quer discutir sobre a nossa possível guerra, adoraria trocar informações bélicas, nossos pais adorariam também  - Disse rindo, olhou ao redor e xingou. – Tragam duas cervejas! – Berrou para o homem que estava no balcão, depois se arrependeu do próprio tom de voz. – Ah, vamos combinar de falar baixo, você precisa abrir o seu coração e eu preciso me recuperar de uma ressaca. – E o único jeito que conhecia, era bebendo mais.


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Re: Mission: Impossible || RP

Mensagem por Alexander Wherloock em Dom Ago 16, 2015 12:35 pm

Alexander simplesmente revirou os olhos, cansado demais até para as brincadeiras de mal gosto do russo. Era óbvio que fazia algum tempo desde que não se viam – provavelmente um mês, no qual ele passou as parcas férias nas Ilhas Gregas --, e ele entendia que ser recebido daquela forma era uma recepção típica do russo, entretanto, ele só conseguia pensar que o amigo cheirava a vodka, e aquilo não fazia bem algum para seu organismo, ainda se recuperando do vício por álcool. Negou lentamente, soltando um sorriso enquanto abraçava forte o russo. “Também não acredito que a Matryoshka resolveu dar o ar da graça.” Formulou um meio sorriso, acompanhando Heinz até o bar. Quando ele o respondeu, entretanto, Alexander simplesmente bufou. “Não acredito que você não está levando toda essa merda a sério, Heinz. Sabe que, se nossos países começarem essa guerra estúpida, não só iremos ser inimigos, como também iremos acabar assinando a sentença de morte para milhões de pessoas.” Levantou uma das sobrancelhas, sentando-se em uma mesa afastada dos burburinhos do bar isolado.
 
Por alguns segundos, Alexander o encarou, sem saber o que dizer. Era evidente que Heinz sabia de toda a epopeia que envolvia o príncipe inglês e a princesa sueca; mais evidente ainda era a forma que ele usava para fazer pouco caso dos problemas que enfrentavam. Negou rapidamente, pedindo uma água a garçonete que não demorou a vir, envergonhada, ao que parecia. Alex simplesmente soltou um sorriso educado para ela, pedindo que trouxesse as bebidas e os deixasse por algum tempo, voltando seu olhar logo depois para Heinz. “Ana? Ahn, não. Não aconteceu nada com ela. Eu espero, pelo menos.” Franziu a testa, lembrando-se de que deveria falar com ela muito em breve. Se ela descobrisse que estava em Zurique e não tinha sequer lhe prestado uma visita, Alexander teria que se explicar da pior forma possível.
 
As vezes achava que era Anastasia quem mandava nele, apesar de não terem nada há bons cinco anos, mas era incapaz de frear os instintos mandões da sueca. Tornava-se simplesmente um bobo da corte que poderia ser manipulado por linhas invisíveis quando perto dela, mas preferiu não pensar naquilo, especialmente conversando com Heinz.
 
“Pensou que tinha marcado essa visita apenas porque estava sentindo saudades de quase matar o controlador de vôo do coração com mais uma das nossas manobras arriscadas?” Levantou uma das sobrancelhas, sorrindo ao escutar as reclamações do russo sobre falar baixo. Não era como se estivesse gritando, de toda forma, então simplesmente deu de ombros assim que a cerveja do amigo chegou e a sua água, também. Tomou um gole do líquido antes de responde-lo. “Seriamente deveria reconsiderar parar de beber, Matryoshka. Parece que tem setenta anos e teve uma vida de merda, o que não é mentira na segunda das afirmações.” Fingiu pensar, rindo logo em seguida ao ponderar melhor sobre o assunto. “Quer dizer, se eu consegui, por que não você?” Levantou uma das sobrancelhas ao debochar do amigo e da sua própria condição. A verdade era que Alex simplesmente gostaria de tomar um gole que fosse de qualquer líquido com teor alcóolico, mas depois de ter entrado em um coma de meses, quando tinha dezenove anos, simplesmente não achava que seria o melhor a ser feito. Alguns diriam que tomara jeito; ele, que estava cansado do gosto da cerveja, mas não era verdade. Alexander provavelmente mataria por um copo naquele momento, só que não podia. Para o bem de todos, simplesmente não podia.
 
Quando a garçonete veio novamente servir um refil da cerveja de Heinz – ele parecia simplesmente absorver toda a cerveja no copo em segundos – com um sorriso no rosto, uma parte de seu cérebro disse que aquilo não acabaria bem. Levantou o olhar, os óculos escuros ainda presentes no rosto quando a menina finalmente soltou um grito de reconhecimento. “Oh mein Gott, Papa! Wir sind mit edler Geburt Männer in unserer Taverne! Schnell, holen die Kamera. Ich brauche nur die Menschen wissen, dass dies passiert ist!” A garçonete gritou, e imediatamente Alex foi obrigado a se levantar, sem saber muito o que fazer. Não era o melhor dos intérpretes de alemão, mas aquela excitação e gritos não poderiam significar coisa boa. Não podiam ser vistos juntos – ela poderia não saber que eram, justamente, os príncipes da Rússia e Inglaterra, mas os tabloides saberiam, e aquilo era tudo que Alex deveria evitar. “Nein. Keine Bilder.” Respondeu, sabendo que seu alemão estava muito enferrujado, enquanto voltava o olhar para Heinz, ainda bebendo sua cerveja. “Realmente quer esperar para que ela volte com uma câmera e nos fotografe, mate?” Levantou uma das sobrancelhas, vasculhando o bolso e deixando uma nota de cem euros sobre a mesa enquanto saía do bar.
 

Aquele esconderijo não mais serviria aos seus propósitos.



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